Ando dormindo mal, comendo mal, vivendo mal. Sabe aquela agoniazinha de sentir de tudo? De transbordar sensações? De ser sensível? Acho que você não sabe. Sente-se e escute. O mundo não vai bem, meu caro. Eu sinto isso nesses dias que correm como crianças mal criadas. Tem pressa para ser noite e depois pressa para ser dia novamente. E o que as pessoas tiram disso tudo? Os dias passam tão rápido que elas nem se dão conta, não enxergam nada à sua volta. Me diga, qual foi a última vez que você viu um beija-flor? O beija-flor está lá no seu jardim, mas você para e olha parta ele? Não. Eu me sinto como esse beija-flor. Eu quero abrir os olhos das pessoas para o que há de belo. Ninguém tem mais paciência para ler bons livros e ouvir boas músicas. Os mais belos beija-flores da vida estão diante de nossos olhos, só não paramos para enxergá-los.
Valéria Mares
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Um mundo cinza pálido. Era assim que eu via tudo ao meu redor naquela ocasião. Eu me sentia enjoada com aquela solidão vertiginiosa. Me sentia dispensável mais uma vez. Tudo parecia desconexo e sem foco, distanciando-se de mim. Quando você é trocado e deixado de lado, percebe que esteve sempre sozinho, que ter pessoas superficiais ao seu lado não vai suprir a sua necessidade profunda por pessoas inteiras.
Valéria Mares
Valéria Mares
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
A passos leves
Vivo procurando o teu cheiro, o teu encanto,
O teu afeto, em cada canto.
Vivo caminhando sem rumo, sem vida.
Sou como uma poesia que precisa ser lida.
Necessito de apoio,
uma bengala, o teu consolo.
Meus passos são leves
Por vezes perigosos e breves.
Não tenho medo de chuva,
Temo visão turva.
Gosto de enxergar,
De ver o que há de bonito para se olhar.
Ando carente de pele, calor,
Mas, se puder, tamém me dê amor.
Não sou muito de cobrar,
Mas se vim, venha para ficar.
Valéria Mares
O teu afeto, em cada canto.
Vivo caminhando sem rumo, sem vida.
Sou como uma poesia que precisa ser lida.
Necessito de apoio,
uma bengala, o teu consolo.
Meus passos são leves
Por vezes perigosos e breves.
Não tenho medo de chuva,
Temo visão turva.
Gosto de enxergar,
De ver o que há de bonito para se olhar.
Ando carente de pele, calor,
Mas, se puder, tamém me dê amor.
Não sou muito de cobrar,
Mas se vim, venha para ficar.
Valéria Mares
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Simples e complexa
Eu não tenho muitas certezas. Sei que sou nova demais, inocente demais, menina demais. Mas nada disso me impede de ser esse furacão de perguntas sem respostas, de dúvidas adultas, de grandes sonhos. Quero muito, quero mais. Não fujo, nunca fujo. Minha fúria, por vezes, transforma-se em persistência. Sou teimosa. Não aceito um "não" seco, quero um "como" e um "porquê". Vou até os limites por respostas. Sou simples para quem sabe lidar comigo. Sou uma equação matemática, sempre escondo um x.
Valéria Mares

Valéria Mares

quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Metalinguística
Metalinguística.
Minha meta é linguística,
Minha meta é escrever, compor, cantar,
É poetizar.
A vida, o fazer, o amar.
Por no papel meu jeito,
Sem jeito, sem tato.
A pureza de um simples ato.
Minha meta é escrever,
E, com rabiscos bobos,
Expor meu querer.
Valéria Mares
Minha meta é linguística,
Minha meta é escrever, compor, cantar,
É poetizar.
A vida, o fazer, o amar.
Por no papel meu jeito,
Sem jeito, sem tato.
A pureza de um simples ato.
Minha meta é escrever,
E, com rabiscos bobos,
Expor meu querer.
Valéria Mares
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Pura, nua e crua
Deitada, encaro o teto.
Desejando apenas um pouco de afeto,
Um resquício de liberdade.
Quero voar!
Como um balão, como um pássaro.
Sinto no meu respirar
O meu incessante querer,
Meu desejo ardente de ser
Pura, nua e crua.
Um barco a velejar,
Levada pelo vento.
Apenas com a certeza do quanto ainda hei de amar.
Valéria Mares
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Tem horas
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Aprendendo a voar
- Para ser lida ouvindo Learning to Fly, do Pink Floyd e 130 anos, do Agridoce :)
Sinto o vento balançar meus cabelos,
Sinto-o ao respirar,
Sinto-o nas minhas asas a balançar.
Caminho procurando impulso,
Começo a correr.
O susto.
Caio.
Abraço a queda, desejando-a.
Tremulo no ar.
Será que estou a voar?
Um... Dois... Três
Caio outra vez.
Mas dessa vez, encontro o chão.
Sangue no rosto, asas cansadas.
Volto ao topo para outra vez tentar.
E esta sou eu,
Aprendendo a voar.
Valéria Mares
Sinto o vento balançar meus cabelos,
Sinto-o ao respirar,
Sinto-o nas minhas asas a balançar.
Caminho procurando impulso,Começo a correr.
O susto.
Caio.
Abraço a queda, desejando-a.
Tremulo no ar.
Será que estou a voar?
Um... Dois... Três
Caio outra vez.
Mas dessa vez, encontro o chão.
Sangue no rosto, asas cansadas.
Volto ao topo para outra vez tentar.
E esta sou eu,
Aprendendo a voar.
Valéria Mares
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Há males que vem para o bem
Quando eu era mais nova (mais nova do que sou atualmente, rs), não entendia o sofrimento .Era só uma maré ruim chegar para eu me fechar no meu mundo de tristeza e solidão, tive até uma fase meio gótica, que não gosto nem de lembrar.
Com o tempo, fui percebendo que os tropeços impulsionam (Agridoce) e que a gente deve sempre seguir em frente. Cheguei a um ponto de reflexão em que analisei tudo que acontecia ao meu redor e cheguei a uma conclusão óbvia: há males que vem para o bem. Você nunca verá o arco-íris se não esperar a chuva passar. E foi assim que eu aprendi a viver, um dia de cada vez, sempre com esperança de que tudo melhore se a situação está ruim.
É preciso ter fé e continuar a caminhar. Então, percebemos que não são os problemas que diminuem, a gente é que cresce.
Valéria Mares
Com o tempo, fui percebendo que os tropeços impulsionam (Agridoce) e que a gente deve sempre seguir em frente. Cheguei a um ponto de reflexão em que analisei tudo que acontecia ao meu redor e cheguei a uma conclusão óbvia: há males que vem para o bem. Você nunca verá o arco-íris se não esperar a chuva passar. E foi assim que eu aprendi a viver, um dia de cada vez, sempre com esperança de que tudo melhore se a situação está ruim.
É preciso ter fé e continuar a caminhar. Então, percebemos que não são os problemas que diminuem, a gente é que cresce.Valéria Mares
domingo, 2 de junho de 2013
Eu sou poesia
A poesia habita em mim,
Eu sou poesia.
Meus olhos a refletem,
Meus lábios a proferem,
Meus dedos a escrevem.
Eu sou poesia.
Meus coração a transborda
Em palavras cor de maresia
Que minha alma suporta
Até o momento de deixar fluir.
Eu sou poesia.
A poesia me compõe,
Me pesa, me cansa,
Mas também me liberta, me encanta.
Valéria Mares
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