Menino,
teus olhos de negritude,
tua pele de brancura,
teu aroma de homem,
tua voz de doçura.
Tudo em ti é meu,
tudo em ti sou eu.
Valéria Mares
sábado, 17 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Paranoia
Valéria Mares
terça-feira, 6 de maio de 2014
Eu vivo pelas palavras
Vejo meus versos perdidos pela casa. Espalhados pelo chão, grudados nos grãos de poeira da estante, perdidos entre as páginas dos meus livros mal arrumados, rodopiando junto com as notas de rock progressivo que toca baixo, embalando meus devaneios. Eu me sento de frente à máquina de escrever e bebo algo, seria whisky ou chá? Não sei dizer, devo estar bêbado. Sangro aos poucos com palavras cortantes datilografadas lentamente. Sou masoquista e abuso delas. As palavras. Tento matá-las, mas não consigo. Elas me dão prazer enquanto me matam aos poucos. Eu vivo pelas palavras, e muito provavelmente morrerei por elas.
Valéria Mares
Valéria Mares
domingo, 20 de abril de 2014
Minha casa sou eu
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Desabroche
Tenho visto tanta gente se perder de si para se enquadrar em um certo padrão. Acho lamentável quando alguém renuncia à sua personalidade por outra pessoa, abandona quem está sempre do seu lado: você mesmo. É tão bonita essa tua individualidade, seu jeito só seu de ver e gostar das coisas. Não perca isso, não deixe o barco te levar, reme por si. As coisas dão mais certo quando são naturais, forçar só piora. Desabroche. Olhe em volta e veja que lindo jardim espera por você.Valéria Mares
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Cara de boneca
Eu tenho esse jeito sapeca quando está tudo certinho, sem sabor.
Me perdoe por essa infantilidade momentânea.
Entende que anda tudo tão sério nessa vida cotidiana.
Porque eu odeio a mesmice de ser adulta.
Porque eu brinco e dou risada mesmo, sem culpa.
Releve minhas crises, meus dramas.
É que, às vezes, eu me vejo assim, em chamas.
Então me deixar incendiar teu coração.
Pois eu sou assim, toda amor, toda paixão.
Valéria Mares
sábado, 5 de abril de 2014
Só não mente
Só não mente. Só não fala pra mim que você se importa quando não é verdade. Não diz que tu me curte, não me elogia, não finge. Eu estou aqui para o que precisarem de mim, só exijo sinceridade.Minha vida já foi cheia de gente falsa que quase me fez desistir das pessoas. Não faz eu desistir, porque eu sou teimosa e sempre vou acreditar de novo. Porque tem uma coisa idiota em mim que, apesar de não parecer, me faz ser doce. Então não me amarga, não me azeda. Fica comigo inteiro, ou então não fica.
Valéria Mares
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Aquele rapaz
Nos seus olhos, vejo todo o mistério do espaço. Sua boca de contornos tentadores diz palavras doces ao meu ouvido num fim de tarde chuvoso. Então, ele ri. E eu vejo todos os meus motivos para existir numa pessoa só. E eu reflito comigo mesma o quanto aquele rapaz de beleza clássica e cabelos bagunçados me faz bem. O quão completa me sinto quando ele simplesmente me abraça. Até as nuvens que nos observam suspensas no céu sabem que é amor. Que foi amor antes mesmo de ser. Que continuará sendo pela vastidão da eternidade.
Valéria Mares
Valéria Mares
segunda-feira, 31 de março de 2014
Vivo tranquila
Nesses dias que se seguem inconscientes para o meu coração, vivo tranquila. Me criticam, dizem: "menina, não é assim que segue a vida." Eu não digo nada. Eu penso: "você acha que vive, existindo sem sonhar?" Eu me empolgo até com as manhãs cinzas, quando o Sol se esconde traiçoeiro. Quando a luz está dentro da gente, não precisamos de Sol para brilhar. Eu vejo o lado bom das coisas, das pessoas. Os outros são os outros e fazem o que quiserem. E, ao contrário, só vêem os meus defeitos, até os mais banais. "Desastrada", zombam. É cômico e eu rio para não chorar. Quando te culpam até pelo que você não faz, você passa a não se importar. Eu comemoro minhas vitórias sozinha. Eu acho motivação em mim mesma para vencer meus obstáculos. Eu me sinto feliz quando, no final do dia, me olho no espelho e gosto do que vejo, gosto das minhas atitudes e nada pesa na minha alma.

Valéria Mares

Valéria Mares
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Despedida
Minha lágrima cinzenta
rolou tranquila,
indolor.
Meu suspiro indefinido
escapuliu sozinho,
indolor.
Meu sorriso falso
mostrou-se manso,
indolor.
Meu aceno de despedida
anunciou-se cruel.
Se foi,
doeu.
Valéria Mares
rolou tranquila,
indolor.
Meu suspiro indefinido
escapuliu sozinho,
indolor.
Meu sorriso falso
mostrou-se manso,
indolor.
Meu aceno de despedida
anunciou-se cruel.
Se foi,
doeu.
Valéria Mares
Assinar:
Postagens (Atom)





