Valéria Mares
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Faça de mim o teu lar
Valéria Mares
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Na doçura dessa vida amarga
Na doçura dessa vida amarga,
encontrei meu encanto de ser poeta.
E vivi,
Sofri.
Te vi.
Te amei.
Nas estradas desse caminho selvagem,
encontrei a floresta das palavras.
E corri.
Segui.
Te quis
pra mim.
Nas águas secas desse mar de pessoas,
encontrei teu rosto em versos.
Concretos.
Incertos.
Em mim,
assim.
Valéria Mares
encontrei meu encanto de ser poeta.
E vivi,
Sofri.
Te vi.
Te amei.
Nas estradas desse caminho selvagem,
encontrei a floresta das palavras.
E corri.
Segui.
Te quis
pra mim.
Nas águas secas desse mar de pessoas,
encontrei teu rosto em versos.
Concretos.
Incertos.
Em mim,
assim.
Valéria Mares
sábado, 9 de agosto de 2014
Enfim
Chora tuas palavras no papel amassado do meu coração.
Me veste com tua poesia,
me faça explodir com tua canção.
Borra meu corpo com teus lamentos, teus contornos.
Me pinta com tinta,
me enche de adornos.
Grava teus versos em mim,
pra eu ser tua, enfim.
Valéria Mares
Me veste com tua poesia,
me faça explodir com tua canção.
Borra meu corpo com teus lamentos, teus contornos.
Me pinta com tinta,
me enche de adornos.
Grava teus versos em mim,
pra eu ser tua, enfim.
Valéria Mares
terça-feira, 29 de julho de 2014
A espera
E é sempre assim nessas tardes cinzentas, deito-me no sofá cor de creme e pego um livro ou um bloco de notas, leio ou escrevo para passar o tempo. É como se eu estivesse perdido no gelado Oceano Pacífico e as palavras fossem minhas boias. Elas me mantém flutuando no mar da minha mente e não me deixam afundar na inconsciência - ou na insanidade. O Pink Floyd ecoa baixo, vindo do quarto, propagando-se no ar até meus ouvidos cansados.
"The lunatic is in the hall".
"Yes, I am", respondo.
E minha cabeça gira, sentindo o prazer, o êxtase mental, o único que posso usufruir e que me arranca das malditas memórias, das imagens daquele rosto pálido.
Não sei ao certo se vai voltar ou não, mas vou esperar nesse sofá cor de creme ouvindo Pink Floyd, enquanto eu viver. Isso posso lhe garantir.
Valéria Mares
"The lunatic is in the hall".
"Yes, I am", respondo.
E minha cabeça gira, sentindo o prazer, o êxtase mental, o único que posso usufruir e que me arranca das malditas memórias, das imagens daquele rosto pálido.
Não sei ao certo se vai voltar ou não, mas vou esperar nesse sofá cor de creme ouvindo Pink Floyd, enquanto eu viver. Isso posso lhe garantir.
Valéria Mares
terça-feira, 22 de julho de 2014
Menina do pé de samba
Imagino teu mundo no meu,
e te invento pequenina só pra mim.
Mergulho no teu olho de céu,
e no teu rosto que inspira Jobim.
Menina da fala de sopro,
me fala de novo,
Tu és feliz?
Me diz o que tu gosta,
Levanta o teu véu.
Faz dessa noite nossa,
me beija com teu olho de céu.
Menina do pé de samba,
me chama pra dança,
e me deixa ser teu?

Valéria Mares
e te invento pequenina só pra mim.
Mergulho no teu olho de céu,
e no teu rosto que inspira Jobim.
Menina da fala de sopro,
me fala de novo,
Tu és feliz?
Me diz o que tu gosta,
Levanta o teu véu.
Faz dessa noite nossa,
me beija com teu olho de céu.
Menina do pé de samba,
me chama pra dança,
e me deixa ser teu?

Valéria Mares
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Seja sua
Se possua,
Seu corpo é seu, menina.
Fique nua.
Na nudez da liberdade.
Se insinua.
Teu corpo é poesia.
Seja sua.
Valéria Mares
sábado, 17 de maio de 2014
Tudo em ti sou eu
Menino,
teus olhos de negritude,
tua pele de brancura,
teu aroma de homem,
tua voz de doçura.
Tudo em ti é meu,
tudo em ti sou eu.
Valéria Mares
teus olhos de negritude,
tua pele de brancura,
teu aroma de homem,
tua voz de doçura.
Tudo em ti é meu,
tudo em ti sou eu.
Valéria Mares
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Paranoia
Valéria Mares
terça-feira, 6 de maio de 2014
Eu vivo pelas palavras
Vejo meus versos perdidos pela casa. Espalhados pelo chão, grudados nos grãos de poeira da estante, perdidos entre as páginas dos meus livros mal arrumados, rodopiando junto com as notas de rock progressivo que toca baixo, embalando meus devaneios. Eu me sento de frente à máquina de escrever e bebo algo, seria whisky ou chá? Não sei dizer, devo estar bêbado. Sangro aos poucos com palavras cortantes datilografadas lentamente. Sou masoquista e abuso delas. As palavras. Tento matá-las, mas não consigo. Elas me dão prazer enquanto me matam aos poucos. Eu vivo pelas palavras, e muito provavelmente morrerei por elas.
Valéria Mares
Valéria Mares
domingo, 20 de abril de 2014
Minha casa sou eu
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