Eu sou o que você teme, mas, ao mesmo tempo, admira. Eu sou a coragem que você reprime, o impulso contido e sufocado dentro de você. Me julgas por não conseguires ser como eu, por não conseguir se libertar, como eu. Eu sou o que destrói seu ego, esmaga sua confiança, nada em tuas lágrimas com calma e tranquilidade. Não te quero mal, só quero que aprenda, que seja. Gente que é deixa os outros serem também. Gente incapaz de ser atormenta quem tem essa ousadia. Eu sou eu mesma e isso te incomoda.
Seja e deixe ser. Descubra teu interior e mergulhe nele sem medo ou receio, sem culpa, sem ouvir conselho. Meu medo é o mundo de farsas, de máscaras que podem ou não cair. Meu medo é de ser verdadeira em um mundo de mentiras.
Valéria Mares
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Impostor
Não sou eu,
você se enganou.
Desculpe, senhora,
mas eu sou um impostor.
Não fui eu,
você está errado.
Com licença, rapaz,
mas eu estava do outro lado.
Sim, agora sou eu.
O que errou, o que sofreu.
O falho, o impostor,
não digno de tanto amor.
Impostor, fui eu a usurpar.
Não mereço aqui estar.
De mim, só sinto rancor
de ser sempre um impostor.
Valéria Mares.
você se enganou.
Desculpe, senhora,
mas eu sou um impostor.
Não fui eu,
você está errado.
Com licença, rapaz,
mas eu estava do outro lado.
Sim, agora sou eu.
O que errou, o que sofreu.
O falho, o impostor,
não digno de tanto amor.
Impostor, fui eu a usurpar.
Não mereço aqui estar.
De mim, só sinto rancor
de ser sempre um impostor.
Valéria Mares.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Perdas
Se dizia poeta,
mas perdia as palavras.
Se dizia bonita,
mas perdia os reflexos.
Se dizia feliz,
mas perdia os sorrisos.
Se dizia forte,
mas perdia a coragem.
Se dizia inteligente,
mas perdia as contas
de quantas perdas
teve que enfrentar.
Valéria Mares
mas perdia as palavras.
Se dizia bonita,
mas perdia os reflexos.
Se dizia feliz,
mas perdia os sorrisos.
Se dizia forte,
mas perdia a coragem.
Se dizia inteligente,
mas perdia as contas
de quantas perdas
teve que enfrentar.
Valéria Mares
Olhos em fogo
Queima,
em brasa.
Quebra
a taça.
Grita, esperneia.
Incendeia
sua raiva contida,
sua mente contrita.
Olhos em fogo
para a nudez do corpo.
É tudo uma trapaça,
a visão embaçada.
Não vê a dor,
tudo é calor.
Lábios em chamas,
olhos em fogo.
Queima.
Estou em brasa,
queimada pela sua falta.
Mas a dor tem sua graça.
O amor pode queimar,
a dor, incendiar.
Valéria Mares
em brasa.
Quebra
a taça.
Grita, esperneia.
Incendeia
sua raiva contida,
sua mente contrita.
Olhos em fogo
para a nudez do corpo.
É tudo uma trapaça,
a visão embaçada.
Não vê a dor,
tudo é calor.
Lábios em chamas,
olhos em fogo.
Queima.
Estou em brasa,
queimada pela sua falta.
Mas a dor tem sua graça.
O amor pode queimar,
a dor, incendiar.
Valéria Mares
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Chuva de lembranças
A chuva me lembrava das noites em que passávamos na janela do seu apartamento vendo as luzes da cidade, ouvindo buzinas e aviões decolando. Tua voz era mansa a me contar histórias da infância, travessuras que nunca vou esquecer. Nossos risos ecoam na minha mente enquanto cada lembrança cai como gota de chuva na minha memória. Saudade é como um temporal em cima da gente, aquele desconforto gelado no coração de quem perdeu algo importante pelas ruas ensopadas e desertas de uma cidade cheia.
Valéria Mares
Valéria Mares
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Promessas não me satisfazem
E promessas não me satisfazem mais como antigamente. Tudo que eu fazia era sonhar, imaginar e para mim já estava bom. Mas, hoje, vendo o passar dos anos e o correr do mundo, nada disso significa mais nada. Sonhos só são bons quando se tornam metas. E minha meta hoje é parar de imaginar e colocar as coisas em prática de uma vez. Não me faça promessas, elas não me tocam mais. Palavras, escritas ou faladas, não tem poder sozinhas. Por isso, guardo meus sonhos em caixinhas, prontas para serem abertas quando cada chance surgir.Valéria Mares
sábado, 25 de abril de 2015
Paraíso negro
Valéria Mares
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Lua da poesia
Sou a lua da poesia.
Na nova sou papel em branco;
na crescente sou ponta de caneta;
na cheia sou verso sufocado
e na minguante, sou estrofe morta.
Valéria Mares
Na nova sou papel em branco;
na crescente sou ponta de caneta;
na cheia sou verso sufocado
e na minguante, sou estrofe morta.
Valéria Mares
sábado, 18 de abril de 2015
Escrever não é talento
Escrever não é talento, é castigo. É comer e não poder engolir, ter que vomitar. É ferida que não sara e sangra em versos. Escrever é ver cada pequena coisa do mundo penetrar-lhe o âmago, afiadas. Escrever é o preço que se paga por enxergar o mundo. É como olhar para o sol e, mesmo com a dor, continuar a olhar. Escrever é tortura com gosto de café amargo. Escrever não é talento, é um carma que todo aquele que sente sua humanidade plenamente tem que pagar.

Valéria Mares

Valéria Mares
segunda-feira, 13 de abril de 2015
O tempo
Não sou muito de escreve textos motivacionais e essas coisas, mas há momentos na vida em que nos sentimos tão plenos e inteiros que escrever sobre qualquer outra coisa é quase impossível. Começo falando sobre o tempo, o grande Deus que rege nossas vidas, Cronos. O julgamos tão mal, não acham? Logo aquele que mais nos ensina, nosso grande professor. O tempo me ensinou que o mundo gira, que as coisas se movem, oscilam. Então, deixe que o tempo passe, deixe que sua fúria o consuma, como me consumiu. Os anos me ensinaram serenidade, plenitude e paciência. Com o tempo eu descobri que nem tudo é matéria, que a mente envelhece mais rápido. Hoje minha mente tem 70 anos e volta e meia me diz a coisa certa a fazer. Ame o tempo, valorize-o. Ninguém é feliz em cada segundo, mas todos nós podemos tornar cada segundo mais feliz, apena olhando para eles com olhos ternos. Nesse instante, escrevendo esse texto, estou feliz. Quanto ao próximo, só o tempo me mostrará.
Valéria Mares
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